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Você sabe o que é puerpério?

Se você já é mamãe, já deve ter ouvido falar, mesmo que por alto, sobre o período de puerpério. Mas, se ainda é marinheira de primeira viagem, certamente deve estar curiosa para saber o que significa isso, não é mesmo?

Puerpério é o nome dado ao período pós-parto, em que o corpo da mulher precisa de tempo para se recompor fisicamente e psicologicamente. E puérpera é a nominação clínica da mamãe, que acaba de dar à luz o bebê e precisa de cuidados e atenção.

Essa é uma fase que pode ser um tanto quanto complicada, principalmente para as mamães de primeira viagem, que, além de se adaptar à nova rotina com o bebê, precisão aprender a lidar com as alterações hormonais e emocionais.

Por isso, neste post veremos com detalhes o que é puerpério, quais são as suas fases e modificações do pós-parto e por que é importante estar atenta a estes sinais. Continue lendo e confira!

As fases do puerpério

O período de puerpério varia de seis a oito semanas, e termina assim que a mulher volta a ovular. Porém, devido ao tempo de amamentação, essa ovulação pode demorar de 6 a 8 meses para retornar à sua função normal.

Grosso modo, o puerpério costuma ser divido em quatro fases: imediato (ou período de Greenberg), mediato, tardio e remoto. Vejamos, então, a definição de cada uma dessas fases:

1. Puerpério imediato

O puerpério imediato é o período de duas a quatro horas logo após o parto, logo que o bebê nasce e é retirada a placenta.

Também conhecida como período de Greenberg, essa é a fase de cuidados médicos, em que a mamãe fica em observação, recuperando-se do parto ou da anestesia. Cansaço, sono, fraqueza e alterações na pressão são sintomas comuns dessa fase.

2. Puerpério mediato

A fase de puerpério mediato dá-se logo após os cuidados do puerpério imediato, variando de 1 a 10 dias após o parto.

Nesse período, o corpo da mulher está se esforçando para voltar ao normal. Ele começa entender que não há mais um serzinho ali dentro, e inicia a regressão do útero para o estado normal. Assim, é comum ocorrer a loquiação, um tipo de sangramento vaginal do pós-parto.

3. Puerpério tardio

O período do puerpério chamado tardio se estende do 11º ao 25º dia após o parto. Geralmente, é nessa fase que as genitálias — ou a cicatrização, no caso de cirurgia cesariana — começam a voltar ao normal. Aqui, há ainda a necessidade de consultas periódicas, para observar a recuperação da mamãe.

4. Puerpério remoto

O puerpério remoto se estende do período tardio até quando o corpo da mulher volta a ovular. Então, quando há a normalizando do ciclo menstrual da mulher, ela deixa de ser uma puérpera e passa a ter os cuidados normais, de antes da gravidez.

Sintomas e modificações que ocorrem durante o puerpério

Sabemos que, para gerar um bebê, a mulher sofre inúmeras modificações. E, quando ele nasce, o organismo dela precisa se recompor aos poucos, para voltar ao estado anterior à gravidez. Confira, agora, as principais mudanças que ocorrem no corpo de uma puérpera:

Regressão do útero

Assim que a placenta é retirada, o útero tende a diminuir de 1 em 1 cm, até o 3º dia do pós-parto. Depois desse período, essa redução cai para 0,5 cm, até que o tamanho normal se estabilize, cerca de 12 dias após o nascimento do bebê — durante o período de puerpério mediato.

Fluxo de loquiação

Nesse período de regressão do útero, há ainda a perda de um líquido vaginal de cor amarelada. Esse líquido é chamado de loquiação, e é resultado das descamações e sangramento das feridas do útero e vagina, junto aos resíduos da placenta, que são eliminados pelo corpo.

Cólicas abdominais e uterinas

As cólicas abdominais e uterinas também são muito comuns durante o período de puerpério, uma vez que o útero está em recuperação. Além disso, há o aumento do nível de ocitocina produzida no organismo, devido à sucção do bebê durante a amamentação.

Recuperação do colo uterino

Assim que a mamãe dá seu filho à luz, o colo do útero fica flácido, roxo, machucado e inchado. Nesse caso, a recuperação se dá dentro dos 10 primeiros dias após o parto. E, em até dois meses, mais ou menos, o colo uterino já está perfeito, como antes da gravidez.

Estabilização da vulva e canal vaginal

Em partos normais, o canal vaginal e a vulva são afetados pela passagem do bebê durante o parto, podendo ficar machucados, roxos e inchados. A recuperação dessa região também é natural, e ocorre entre 3 a 6 semanas.

Cuidados com a incisão cesariana

Caso o parto seja cirúrgico, é preciso um cuidado especial com o corte da cesariana. Afinal, por se tratar de uma ferida exposta, fechada apenas com pontos, é necessário ter muita cautela e higiene para que não infeccione. Além de repouso, para não forçar rupturas durante a cicatrização.

Normalmente, a pele começa a cicatrizar em uma semana. Após essa cicatrização, a puérpera pode agendar com o enfermeiro ou médico para examinar a incisão e fazer a retirada dos pontos.

Incontinência urinária

Também é comum, no pós-parto, a puérpera perder o controle da musculatura da bexiga e ter vontade de urinar a todo o momento. Mas essa é uma situação transitória, que costuma durar até 3 meses após o parto, no máximo. Algumas atividades, como o exercício de Kegel, ajudam nessa recuperação.

Reestruturação da musculatura abdominal

Durante a gestação, a parede abdominal perde a tonicidade da sua musculatura. Tomando os devidos cuidados do pós-parto, contudo, e seguindo a risca a orientação dos médicos e enfermeiras, essa musculatura abdominal pode se recuperar facilmente.

Surgimento de hemorroidas

As hemorroidas são veias que dilatam dentro ou ao redor do canal anal, e é bastante comum surgirem durante a gestação e o parto, devido ao esforço para o nascimento do bebê. Por muitas vezes, elas podem ser incômodas e bastante doloridas, mas, com orientação médica, é possível tratá-las.

Regularização do intestino

Durante a gravidez e o pós-parto, é comum que o intestino funcione de forma mais preguiçosa — o que pode se regularizar em cerca de duas semanas após o parto. Problemas com hemorroidas, inclusive, também podem auxiliar nesse mau funcionamento do intestino. Nesse caso, deve ser procurada a ajuda do médico.

Alterações de humor e distúrbios emocionais

Alterações hormonais, responsabilidades com o recém-nascido, cuidados do pós-parto, autocobrança para ser uma boa mãe, cuidar de si mesma e do relacionamento — com certeza, é muito estresse para as mamães, principalmente as de primeira viagem.

Todas essas mudanças deixam a mulher com os sentimentos à flor da pele, o que pode ocasionar uma série de sintomas, muito comuns nas puérperas, como insônia, angustia, falta de libido, oscilação de humor, exaustão física, e até depressão, em casos mais graves.

Puerpério patológico

Esses sintomas que apresentamos são comuns de um puerpério normal, quando a mulher passa por todas as fases tendo o controle sobre essas mudanças físicas, hormonais e psicológicas de forma saudável.

Já o puerpério patológico ocorre quando há alguma complicação ou anomalia nessas modificações, como síndromes hemorrágicas, infecções, tromboembolias ou a depressão pós-parto.

Por isso, é essencial o envolvimento e apoio dos familiares e, principalmente, do companheiro durante o período de puerpério. Se for notada qualquer anormalidade física ou emocional, o médico deverá ser informado.

Enfim, a natureza é sábia, e ser mãe é uma dádiva para a maioria das mulheres. Informando-se de todos os cuidados do pós-parto e tendo maior consciência das modificações que ocorrem e ocorrerão em seu corpo — durante e depois da gestação —, você tirará o período de puérpera de letra, mesmo sendo marinheira de primeira viagem!

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