Trabalho e maternidade: como lidar com a carreira após ser mãe?

Casa, filhos, estudos e trabalho. A mulher moderna tem de se desdobrar para cumprir todos os seus objetivos profissionais e manter um convívio agradável diário com a família. Várias mães de primeira viagem têm dificuldades em encontrar o equilíbrio perfeito na nova forma de viver. Afinal, é possível conciliar trabalho e maternidade?

Pode parecer desafiador, mas coordenar todos os demais aspectos da vida com a maternidade é mais fácil do que se pode imaginar. No post de hoje, você vai entender como decidir o momento de voltar à ativa, a importância da tomada de decisões conscientes e como se adaptar às mudanças na rotina. Acompanhe!

Conciliando trabalho e maternidade

A maioria das mães tem de enfrentar diariamente uma dupla jornada. A primeira consiste em passar o dia todo no trabalho, cuidando de problemas e nutrindo sua carreira, enquanto a segunda só tem início com o fim do expediente, chegando em casa: cuidar de seu lar (em conjunto com seus familiares) e dar a atenção aos filhos com brincadeiras, alimentação, educação e tantos outros afazeres.

Novas mães normalmente se deparam com uma série de dilemas muito intensos ao terem sua rotina completamente mudada, já que acrescentam uma nova função ao seu currículo — e sequer são remuneradas para tanto!

Voltando ao trabalho e cuidando dos filhos

A decisão de voltar ao trabalho é delicada e deve partir da experiência de cada mulher, individualmente. É claro que 4 meses de licença, geralmente, é muito pouco para que a nova mãe se adapte às exigências de um recém-nascido e encontre auxílio de pessoas capacitadas e de confiança para tomar conta de seus filhos.

A volta ao trabalho pode ser complicada especialmente após um longo período de ausência. O mercado tem mudado com assustadora rapidez e nem sempre aquilo que fazia sentido quando a mulher tirou sua licença, ainda vale para seu retorno.

A adaptação começa antes mesmo da chegada do bebê

Assim que tirar a sua licença-maternidade, pense em maneiras de se manter em dia com os assuntos da empresa em que trabalha. Se possível, marque almoços com outros colegas periodicamente (como de 15 em 15 dias ou mês em mês) e mantenha-se atualizada.

Desta forma, você não enfrentará grandes adversidades ao voltar e nem perderá sua relevância dentro da organização, mostrando que as atividades ali desenvolvidas são importantes para você.

Tente retornar gradualmente às atividades

Toda reinserção no mercado de trabalho, mesmo se for na empresa em que a mulher já trabalhava, deve ser cuidadosa. Ela não deve, em hipótese alguma, se culpar por querer também investir em sua carreira paralelamente à função de mãe, até mesmo porque a decisão também é tomada pensando no bem-estar financeiro da criança.

Rotinas com viagens constantes e horas exaustivas devem ser revistas, já que a mulher não pode se ausentar tanto tempo do lar quanto antes (pois não seria saudável para o bebê). Entretanto, ela não precisa abdicar de vez de seus sonhos e objetivos profissionais.

É crucial que você não seja arrogante na volta às atividades, falando que vai colocar ordem nos negócios e demostrar ser mais competente que os demais colaboradores. Porém, a mulher não deve agir como se estivesse se desculpando por fazer uso de um direito ao qual faz jus ao tirar sua licença e escolher ser mãe.

Tomando decisões conscientes

Toda decisão relacionada ao trabalho e maternidade deve ser extremamente bem pensada antes de ser tomada, afinal, a mulher se vê em meio a escolhas que afetarão por completo o modo de conduzir todo o restante de sua vida. Por isso, optar por licenças mais longas ou dedicar-se exclusivamente ao filho não deve ser encarado como prática condenável.

Não é pequeno o número de novas mães que decidem dar uma pausa de cerca de um ano em suas carreiras para se dedicar exclusivamente à nova vida que produziram, o que de forma alguma deve ser visto de maneira negativa, já que cada um tem seu ritmo e prioridades na vida — afinal, é completamente razoável que queiram estar lá quando seus pequenos mais precisam.

Dedique-se às suas escolhas

Se escolher retornar às suas atividades, ela deve estar completamente dedicada desde o momento em que põe os pés na companhia até o momento em que sai de lá. Ligar para casa de 10 em 10 minutos para saber como está o filho é completamente prejudicial às suas atividades. O ideal é que se reserve momentos de pausa, como o de lanche e almoço, para ligar para o cuidador.

Mostrar-se uma profissional dedicada no trabalho pode facilitar muito as coisas junto ao seu chefe, por exemplo: um bom rendimento pode facilitar com que pedidos de flexibilização de dias e horários sejam acatados mais facilmente. Lembre-se de organizar com antecedência as visitas do seu filho ao médico, bem como reuniões em escolas e afins, para nutrir uma relação de confiança com a empresa em que trabalha.

Escolhendo entre carreiras mais flexíveis e trabalhos mais exigentes

Profissionais liberais geralmente têm mais facilidade de flexibilizar horários e dividi-los entre as responsabilidades da carreira e filhos. Trabalhadores como advogados, dentistas e médicos, por exemplo, conseguem se adequar de maneira mais fácil às exigências de um recém-nascido e irem se adaptando às de uma criança.

Porém, nem tudo são flores. Essas profissionais podem ter de lidar com orçamentos mais apertados e certas renúncias, enquanto aquelas que trabalham com a carteira assinada mantém sua capacidade financeira e podem lidar com os custos de ter mais um membro na família, abdicando, porém, de maior flexibilidade de horário.

Cada núcleo familiar tem suas próprias necessidades

Se o coração falar mais alto e pedir tempo de dedicação exclusiva ao filho, se for possível financeiramente, não deixe de atendê-lo. Se sentir que precisa como mulher se dedicar também à carreira, não há motivo para se sentir culpada: volte todo o seu tempo em casa para estreitar laços com sua criança.

Não há como escapar do padrão “tentativa e erro”: cada família tem de testar modelos até encontrar o que melhor se encaixa na rotina. Com o passar do tempo, o modelo pode até vir a mudar e melhor atender aos anseios da mãe, que também deseja ser profissional bem-sucedida em sua área de trabalho.

Seja qual for a sua decisão, uma escolha consciente faz toda a diferença para se sentir satisfeita consigo!

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