Guia de estilo para bebês no inverno 2017

Preparar o enxoval do filho e vestir o recém-nascido adequadamente na estação mais fria do ano sem abrir mão de um estilo para bebês no inverno, que seja funcional e cheio de charme, é uma missão quase impossível para muitos pais.

Isso acontece, em grande parte, por causa de más escolhas quanto às peças de roupas e aos acessórios para a criança. Enquanto alguns se deixam levar apenas pelo apelo estético, outros acabam cedendo aos excessos, movidos pelo zelo e desejo de proteger a cria da friagem e das doenças típicas desse período do ano.

Contudo, não apenas é possível unir os dois aspectos em um guarda-roupa bem elaborado e diversificado para bebês, como é um processo muito mais fácil do que você imagina.

Para te ajudar nessa missão, preparamos um guia completo com as tendências da moda infantil para 2017. Continue acompanhando e aprenda como vestir corretamente o seu bebê, mantendo-o sempre aquecido com muito conforto e, é claro, muito bom gosto!

Como manter o bebê estiloso e protegido no frio

O inverno costuma ser uma época bastante delicada para muitos pais. Isso porque a preocupação com a saúde da criança é constante, especialmente com os recém-nascidos nessa estação, já que o organismo deles é mais sensível e as defesas naturais ainda estão se desenvolvendo nos primeiros meses de vida.

Por conta disso, é de extrema importância manter os bebês aquecidos e seguros no frio. Mas o que deveria ser uma tarefa simples muitas vezes se torna mais complicado do que se espera. Isso acontece por duas razões: o exagero com o número de peças ou a falta de roupas adequadas.

No primeiro caso, o mais recorrente, os pais acabam exagerando na vestimenta do filho por receio de deixá-lo exposto às baixas temperaturas. Como resultado, incrementam com tantos itens a vestimenta da criança que ela perde a mobilidade e corre, inclusive, o risco de sufocar.

Além disso, devido à grande quantidade de camadas, o aquecimento vai além do necessário e o seu pequeno passa a ficar incomodado pela sensação de calor, o que pode deixá-lo bastante irritado.

Já na segunda situação, o bebê não está vestido adequadamente e tem, por exemplo, suas extremidades (como pés, mãos, orelhas etc.) expostas à friagem por longos períodos de tempo.

Isso ocorre, principalmente, durante passeios em ambientes externos, em que o clima pode ser bem mais hostil aos recém-nascidos. Por causa disso, o seu bebê fica mais suscetível a gripes e resfriados.

Fora esses dois fatores citados, há um terceiro que incomoda a vários papais e mamães: como deixar a criança com um visual estiloso e caprichado sem cometer exageros com o uso de itens supérfluos no dia a dia de casa e, claro, durante as saídas.

Afinal, quando se trata de moda, seja ela adulta ou infantil, a estação mais fria do ano costuma ser sinônimo de composições mais elaboradas, com maior quantidade de peças, variedades de tecidos e afins.

Dicas para vestir o seu bebê no inverno

Mas como garantir que o neném esteja bem-vestido e protegido contra o frio sem correr riscos de deixar o conforto dele aquém do necessário? Se você também fez essa pergunta, não se preocupe: é exatamente isso que você vai descobrir a seguir.

Continue acompanhando o nosso passo a passo!

1. Opte por uma “segunda pele”

Você certamente já ouviu falar do termo “segunda pele”, não é verdade? Ele é usado para designar peças de roupas que cobrem parcial ou integralmente o corpo, mantendo a temperatura estável e evitando, assim, um quadro de hipotermia — que é quando há uma diminuição drástica na temperatura corporal devido à exposição prolongada ao frio.

Nos bebês, esse efeito pode ser alcançado por meio de bodies e mijões, por exemplo, que são peças macias, leves e que podem ser facilmente usadas por debaixo de outras roupas.

2. Faça sobreposições

Além da “segunda pele”, você pode — e deve! — adotar o uso de sobreposições de roupinhas, pois esse é um meio de agasalhá-lo com mais eficiência. Contudo, é de suma importância que as camadas sejam pensadas para otimizar o tempo de retirada de cada peça.

Isso porque, no inverno, é comum que haja variações climáticas entre ambientes fechados, como a sua casa, e ambientes ao ar livre, como nos passeios na rua.

Logo, itens com aberturas laterais e frontais, assim como os de fácil remoção, são essenciais para que o conforto e o bem-estar do pequeno se adéquem à temperatura ambiente. Macacões, conjuntos e casaquinhos, por exemplo, são boas alternativas para sobreposições.

Uma sugestão para facilitar a hora da escolha é focar nas peças respiráveis em primeiro lugar, seguidas por aquelas que aquecem e, por fim, as que geram um isolamento térmico.

Quer um exemplo na prática? Então imagine um body por baixo de um macacão, que é bastante prático e cômodo para o bebê, facilitando a sua movimentação. Já em situações nas quais a friagem aumente, um casaco pode servir como complemento e agasalhá-lo ainda mais, protegendo especialmente a região do peito do bebê.

3. Não se esqueça dos acessórios

Outro ponto importante e que é indispensável no estilo para bebês no inverno são os acessórios, que dão um charme à parte ao visual da criança. Afinal, as extremidades do corpo não podem ser esquecidas na hora de aquecer o neném.

Portanto, lembre-se: meias, luvas, toucas e gorros não podem faltar na produção. Para complementar a proteção do seu filho, você pode contar com uma manta para envolvê-lo e cobri-lo em ambientes externos.

Mais a frente, nós abordaremos cada um desses itens em tópicos exclusivos, para que você não cometa nenhum erro na hora de usá-los.

Os melhores tecidos para agasalhar o bebê

Decidir quais são as melhores roupas para o bebê no inverno não é uma tarefa que consiste apenas no visual delas. Isso porque, além da aparência que cada item do vestuário do seu filho terá, é de extrema importância que o material com o qual eles são feitos garanta que o pequeno esteja aquecido e, principalmente, confortável.

E, durante o inverno, alguns tecidos levam vantagem sobre outros, justamente pelo fato de proporcionarem mais conforto e proteção contra as baixas temperaturas.

Contudo, é normal que alguns pais tenham dúvidas na hora de escolhê-los e acabem optando por aqueles que não vão oferecer a proteção necessária para as crianças contra o frio. Por isso, vamos explicar para você como reconhecer com facilidade quais são os melhores tecidos para as roupas do seu filho.

Antes de mais nada, o primeiro passo é entender que todo e qualquer tecido é constituído por fibras. Estas, por sua vez, podem ter três tipos de origem: natural, sintética e artificial. O primeiro grupo diz respeito àquelas encontradas na natureza, seja de base animal ou vegetal, como o algodão, o linho, a lã e a seda.

O segundo, por sua vez, refere-se aos tecidos feitos a partir de produtos químicos (como o petróleo), como o poliéster, o elastano, o acrílico, a poliamida e o nylon. Por fim, o terceiro grupo contempla as fibras derivadas da celulose, como a viscose, o acetato e o cupro.

Todos os três tipos de tecido possuem características próprias. Confira a seguir as vantagens e desvantagens de cada um deles levando em conta quatro aspectos fundamentais para as roupas de bebê:

1. Conforto

Um dos principais aspectos que o vestuário para recém-nascidos deve ter, como já dissemos anteriormente, é o conforto. E, nesse ponto, os tecidos naturais abrem vantagem sobre os demais.

Esses tecidos, no geral, são mais macios ao toque, agradáveis de se vestir e permitem que a pele respire, já que as fibras facilitam a transpiração e a circulação de ar internamente.

2. Maleabilidade

As fibras sintéticas e artificiais não oferecem à peça de roupa tanta maleabilidade quanto as naturais. Por conta disso, pode ser bastante desconfortável para o bebê ter o movimento das pernas e, principalmente, o dos braços limitados por conta dessa característica.

Além disso, itens que contam com excesso de elastano em sua composição para minimizar esse aspecto podem provocar um toque áspero no tecido, o que tende a causar irritações na pele dos pequenos.

3. Aquecimento

Já no quesito aquecimento, que tanto gera preocupação para os pais durante os períodos de baixas temperaturas, os tecidos sintéticos garantem uma sensação maior de calor do que os outros dois. Isso acontece devido ao bloqueio que as fibras promovem, o que impede a circulação de ar por dentro da roupa.

Contudo, esse aspecto não implica que tecidos naturais não possam aquecer apropriadamente os bebês. Afinal, o algodão, o linho e, especialmente, a lã são fibras bastante requisitadas no inverno, promovendo excelente isolamento térmico e protegendo os bebês contra o frio.

4. Alergias

Por fim, é importante abordar que a pele do bebê é bastante sensível e está sujeita a alergias na pele — como a dermatite de contato, por exemplo —, especialmente nos primeiros meses de vida, em que o sistema imunológico ainda está se desenvolvendo.

Um dos fatores que podem desencadeá-las é o uso de roupinhas com tecidos que passaram por intensos processos químicos para a sua confecção, como as fibras sintéticas. Quando em contato com a cútis, esse tipo de tecido pode provocar irritações, inflamações localizadas e coceiras.

Por isso, é interessante que você preze sempre por itens feitos com fibras naturais, como o algodão antialérgico, na hora de escolher o vestuário do seu filho. Dessa forma, você evita que reações alérgicas afetem a qualidade de vida do bebê.

Luvinhas e meias são indispensáveis para o estilo do bebês

Durante o inverno, os cuidados com o vestuário do neném não podem se restringir apenas às roupinhas que ele usará em casa. Ao levá-lo para passear ou visitar familiares, por exemplo, onde o bebê estará exposto ao clima frio, é preciso investir nos acessórios.

Por isso, é fundamental pensar em itens que não apenas garantam e complementem o estilo para bebês, mas que também protejam e aqueçam as extremidades do corpo do pequeno, como mencionamos nos tópicos anteriores.

Isso porque as mãos e os pés são as regiões que recebem menos circulação de sangue — e, por consequência, menos energia — quando estamos expostos ao frio. Por conta disso, esses membros precisam do dobro de atenção para que não fiquem expostos às baixas temperaturas, especialmente quando se trata dos pequenos.

Esse cuidado garante que não ocorram lesões ocasionadas pelo frio ou até mesmo casos mais graves, como um congelamento, o que pode provocar um quadro grave de hipotermia na criança.

A maneira mais eficiente de evitar esses problemas e garantir a proteção adequada para o seu filho é com o uso de luvas e meias. Porém, assim como acontece com as demais peças que ele veste, é preciso saber escolher com cuidado esses acessórios para que eles cumpram com suas respectivas finalidades da melhor forma.

Abaixo, nós reunimos algumas dicas indispensáveis para lhe ajudar a escolhê-los e usá-los corretamente. Acompanhe:

1. Atente-se ao tamanho

A primeira dica diz respeito à escolha do tamanho. Isso porque luvas e meias muito apertadas podem limitar os movimentos dos dedos (especialmente os das mãos) e provocar, inclusive, uma diminuição na circulação sanguínea na região.

Além disso, de acordo com a pressão exercida por esses itens, é possível que a pele do bebê sofra escoriações, fique irritada e também avermelhada.

Já no caso dos acessórios com um tamanho superior ao indicado, pode haver grandes chances das peças caírem, ou pior: não aquecerem as extremidades da maneira adequada, permitindo que o ar frio circule no interior deles.

Portanto, ao adquirir essas peças, faça testes prévios para certificar-se de que elas têm um bom caimento e permitem a mobilidade da criança sem dificuldades.

2. Escolha o tecido adequado

Não são apenas os bodies, os macacões, os vestidos ou os conjuntinhos que precisam ter o tecido adequado. Afinal, assim como acontece com as roupas, os acessórios precisam proporcionar o máximo de conforto e maciez para evitar irritações na pele, ao mesmo tempo em que aquecem tanto as mãos quantos os pés do seu filho.

Itens de tricô ou lã são ótimas opções para essa função, pois permitem a transpiração em ambas as regiões — que são áreas com glândulas sudoríparas em grande quantidade — e têm um toque agradável ao vestir.

3. Evite o uso de sapatos

Por mais que você sinta vontade de complementar a proteção dos pés com um belo par de sapatinhos, é importante ressaltar que, no inverno, o melhor a se fazer é evitar o uso deles.

Até os 18 meses de vida, é indicado que bebês não usem calçados, para que seus pés possam desenvolver sua estrutura óssea de forma adequada. Além disso, o uso de meias com tecido espesso já minimizará a exposição da criança ao frio, o que torna os sapatos desnecessários.

Use gorros para proteger os bebês no inverno

Além das luvas e meias, há um outro acessório que desempenha um papel muito importante na proteção e segurança do seu filho no inverno: o gorro.

Esse item é indispensável no guarda-roupas da criança, visto que é justamente pela cabeça que o bebê perde a maior quantidade de calor, devido à presença dos vasos capilares próximos à superfície da pele.

Além disso, no caso dos recém-nascidos, esse quadro se torna mais intenso graças às fontanelas, —popularmente chamadas de moleira —, o conjunto de espaços entre as placas ósseas da nuca, em especial no alto da cabeça. Elas existem para facilitar o parto e o crescimento do cérebro, e se “fecham” naturalmente entre o 2º e o 18º mês.

Logo, cobrir a cabeça do neném com um gorro ou mesmo uma touca é imprescindível, pois evita-se, assim, que esse processo seja intensificado nos dias de maior friagem. Isso vale tanto para os momentos dentro de casa, como depois de um banho, quanto para ambientes ao ar livre, por conta da exposição aos ventos frios.

Contudo, lembre-se sempre de comprar modelos de gorros ou toucas que sejam maleáveis, pois a circunferência da cabeça do seu filho estará em constante mudança com o avanço dos meses.

O uso de uma peça que não tenha um bom caimento pode ser ineficaz na proteção contra o frio e ainda pode provocar dores de cabeça, irritação, agitação, choro e, em casos mais graves, deformações na nuca, caso o item seja extremamente apertado e usado por um longo período.

Uma dica bastante útil é testar mensalmente se o acessório continua ajustável com facilidade e se o bebê não apresenta nenhum desconforto ao usá-lo. Modelos de algodão são boas opções, pois podem ser usados tanto no inverno quanto no verão. Já os de lã são mais indicados para os dias com temperatura mais baixas.

A escolha de mantas e colchas para o frio

Por último, mas não menos importante, temos a manta, um acessório extremamente útil para aqueles momentos que você precisar sair de casa com o bebê. Isso porque ela o embala com o máximo de conforto, gerando um bloqueio contra as baixas temperaturas e, especialmente, o vento frio.

Além disso, ela ajuda a manter a temperatura corporal da criança constante sem que ela perca energia e, com isso, calor. Outra vantagem dessa peça é que, ao enrolar o seu filho com ela quando ele está com cólica e agitado, o pequeno se acalmará, graças às sensações de aconchego, segurança e proteção similares ao que ele sentia no ventre da mãe.

Por isso, o ideal é que o tecido da manta ou colcha seja natural e antialérgico, já que estará em contato com a pele do seu filho por longos períodos de tempo. O algodão e a lã, por exemplo, são as melhores alternativas nesse caso.

E por ser um acessório bastante utilizado no dia a dia, inclusive no verão, o mais indicado é que você não apenas tenha um modelo de manta, mas sim três ou mais para que você possa variar o uso delas enquanto uma estiver suja.

Além disso, é interessante contar com ao menos uma delas disponível durante os passeios na bolsa do bebê, junto das fraldas, da mamadeira, dos lenços e outros itens de cuidado e higiene.

Ao usar o carrinho de bebê, usar a manta forrar o interior e garantir um aquecimento extra para o bebê, fazendo com que seu pequeno se sinta ainda mais confortável e aconchegado.

Porém, não se esqueça: os protetores do carrinho não podem ser deixados de lado por conta disso. Eles são fundamentais para impedir a entrada das correntes de vento, que podem causar choque térmico.

Quanto ao berço, local onde os recém-nascidos passam a maior parte dia, é necessário haja uma adaptação no inverno, visando fornecer a proteção necessária contra o frio. Esse passo será ainda mais urgente se o seu filho nascer no início da estação, já que, nos primeiros meses de vida, o nível de cuidados contra doenças é redobrado.

Portanto, planeje-se desde o enxoval do bebê com colchas, jogos de lençol, fronhas e outros itens que criem um ambiente aquecido, confortável e seguro, mantendo a criança sem alterações de temperatura e exposição à friagem.

O uso de mantas e cobertores é opcional no berço e deve ser comedido, com preferência por versões sem adereços, como laços ou fitas, e de pouca espessura. Isso porque não é indicado cobrir o pequeno completamente, em especial a cabeça, com uma peça pesada, para que ele não acabe impossibilitado de se mexer ou haja riscos de asfixia.

Ao longo deste guia de estilo para bebês no inverno, você aprendeu um pouco mais sobre como vestir o seu pequeno na estação mais fria do ano com bom gosto, fazendo escolhas eficientes e inteligentes — do tipo de tecido ideal das roupas até o uso de acessórios.

Seguindo as nossas dicas, você garantirá a saúde e o bem-estar do seu filho no inverno com muito estilo!

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