Cólicas dos bebês: o que fazer para evitá-las

A maternidade é uma dádiva e boa parte das mulheres, em alguma etapa da vida, quer realizar o desejo de ser mãe. Quando esse sonho se transforma em realidade, além da felicidade de ter o filho nos braços, as mulheres têm que enfrentar um grande problema muito comum — as cólicas dos bebês.

As cólicas nos recém-nascidos acabam deixando os pais à beira do desespero. Elas começam já nas primeiras semanas após o nascimento e melhoram, geralmente, no terceiro ou quarto mês de vida da criança. 

Nesse período, é importante que os pais mantenham a calma e façam o possível para confortar o bebê. Você que é mãe e quer saber mais sobre as cólicas dos bebês, acompanhe a leitura e confira os detalhes.

Veja os possíveis motivos das cólicas dos bebês

Os bebês sofrem de cólicas por diversos fatores, entre eles está o fato de que seu sistema digestivo ainda está amadurecendo, ou seja, seus órgãos ainda estão aprendendo a funcionar. Isso faz com que as paredes do intestino se contraiam e relaxem sem controle, provocando gases e, consequentemente, cólicas.

Além disso, o intestino do recém-nascido não nasce pronto para receber o alimento e, por esse motivo, fica sensível ao que ingere, por meio do leite materno. Por isso é importante que as mães fiquem atentas à sua alimentação, pois mesmo que não haja comprovação científica, muitas afirmam que alguns alimentos favorecem o surgimento das cólicas dos bebês.  

Caso o bebê receba outro alimento que não seja o leite materno, as cólicas podem ainda ser piores, pois a digestão fica mais difícil, dando ainda mais trabalho para seu intestino, que ainda está amadurecendo. Contudo, logo no primeiro ano de vida, os estímulos alimentares fazem com que o intestino amadureça e reconheça os diversos alimentos que passarão por lá.

Engolir muito ar na hora da amamentação e ficar exposto a um ambiente de extrema tensão e estresse são fatores que também podem contribuir para que os bebês tenham cólicas.

Aprenda a identificar se o bebê está com cólicas

A cólica é um desconforto abdominal que, além de causar dor, tira o bom humor dos bebês, fazendo com que chorem incessantemente. Claro que nem todo choro significa que o bebê está com cólicas, mas é importante observar alguns sintomas:

  • o choro de cólica é intenso, chega a ser quase um grito e o bebê chora até perder o fôlego;
  • o bebê fica inquieto ou irritado sem motivo aparente e nada consegue consolá-lo;
  • o bebê se contorce, seu rosto fica vermelho, ele faz careta, arqueia as costas e encolhe as perninhas;
  • a barriguinha do bebê fica dura.

As dores podem aparecer a qualquer momento, mas é mais comum que comecem no final do dia ou no início da noite. Contudo, lembre-se de que o choro pode ser devido à fome, fralda suja, doença típica de bebês nessa idade, ou a algum outro incômodo. 

Aprenda como evitar que seu bebê tenha cólicas 

Mesmo que as cólicas sejam normais nos primeiros meses, nada é pior para uma mãe que ver seu filhinho se contorcendo de dor. Se você está passando por isso, siga nossas dicas e evite que seu bebê sofra de cólicas.

Ofereça leite materno

O leite materno deve ser o único alimento que a criança deve receber até os 6 meses de idade, pois contém todos os nutrientes que ela precisa. Ele é digerido com mais facilidade, ao contrário das fórmulas, que podem causar prisão de ventre e gases contribuindo para que o bebê tenha cólicas.

Caso você não possa amamentar, observe se as cólicas acontecem após as mamadas, pois seu filho pode ter alergia à proteína do leite de vaca (APLV) ou intolerância à lactose.

Cuide da sua alimentação

Se você está amamentando é importante que fique atenta à sua alimentação, pois ela pode influenciar nas cólicas do bebê. Lembre-se de que a qualidade do leite materno depende da alimentação da mãe e, por isso, a dieta deve ser equilibrada.

Evite alimentos e bebidas que, possivelmente, podem causar desconforto no bebê como feijão, lentilhas, ervilhas, cebola, alimentos muito condimentados, chocolate, frituras, couve, couve-flor, brócolis, pepino, nabo, refrigerantes, café, chás com cafeína, leite de vaca, etc. Caso a criança ainda tenha APLV, todo e qualquer alimento que contenha leite deve ser evitado.

Mas, antes de sair cortando tudo, verifique o que acontece com o bebê conforme o alimento que você ingere e lembre-se de sempre pedir a opinião do pediatra de seu filho a respeito de sua alimentação. 

O consumo de frutas e saladas é importante nessa fase, pois não há risco de que causem desconforto nos bebês.

Verifique se a pega do bebê está correta

Para que o bebê não engula ar durante a amamentação, você deve garantir que ele está pegando seu peito corretamente. O bebê deve abocanhar boa parte do seio, não apenas o bico e se você sentir dores ao amamentar, a pega do bebê está errada.

Caso seu bebê tome fórmula, prefira mamadeiras que apresentem uma curvatura no meio, mantendo o bico cheio de leite, o que evita que ele engula ar.

Fique calma

Claro que os primeiros meses do bebê são muito difíceis para a mãe, mas procure manter a calma. Se a mãe fica nervosa, ela transmite esse sentimento para o bebê, que fica inquieto e pode sentir dores.

Como você pode aliviar as cólicas de seu bebê

Mesmo seguindo todas as recomendações seu bebê ainda sofre de cólicas? Não se desespere, você pode aliviar a dor de seu pequeno. Veja como!

  • Faça compressas na barriga do bebê com uma fralda aquecida ou com uma bolsa de água morna. Mas tome cuidado com a temperatura, pois a pele dos bebês é muito fina e se a temperatura estiver muito quente, ele pode sofrer queimaduras;
  • faça ginástica com as perninhas do bebê, como se ele estivesse pedalando;
  • massageie suavemente a barriguinha do bebê com movimentos circulares no sentido horário;
  • Dê colo, pois o carinho da mãe deixa o bebê mais calmo.

Se as dores persistirem, você deve procurar um médico para que ele te oriente e prescreva um medicamento, caso seja necessário.

Como você viu as cólicas dos bebês são normais e acontecem com a maior parte deles. Por isso, os pais devem dar muito carinho para que a criança tenha mais conforto nessa fase. 

Essas dicas foram válidas para você? Que tal compartilhar o post em suas redes sociais e ajudar outras mamães a entenderem mais sobre as cólicas dos bebês?

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