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Alimentação do bebê: saiba qual o cardápio ideal aos 6 meses

Provavelmente, você já sabe que a alimentação do bebê começa a ganhar novas características a partir dos 6 meses, não é mesmo? Nesse período, o leite materno deixa de ser a base do consumo diário dos pequenos, e novos alimentos ricos em nutrientes e vitaminas passam a fazer parte da dieta.

Pensando nisso, resolvemos criar este post para apresentar tudo que você precisa saber sobre essa nova introdução alimentar, desde a maneira como ela deve ser feita até algumas dicas práticas sobre o assunto e sobre o cardápio ideal. Vamos lá? Continue lendo!

Por que introduzir novos alimentos a partir de 6 meses?

Como já dissemos, a partir dos 6 meses de idade começa uma nova introdução alimentar no cardápio do bebê, pois é nessa idade que uma criança passa a necessitar de novos nutrientes e vitaminas. Além disso, seu organismo e intestino estão mais desenvolvidos, e o pequeno está apto para iniciar a mastigação.

Ainda é possível dizer que nessa fase é que começa o interesse por alimentos que outras pessoas estão comendo — consequentemente, o interesse em descobrir e experimentar outros pratos também influencia nessa mudança alimentar.

Como modificar a alimentação do bebê?

Esse processo deve ser feito lentamente, intercalando os novos alimentos a cada 3 dias com a amamentação do bebê. Isso porque frutas, legumes, verduras, mingaus e papinhas, por exemplo, precisam ser introduzidos sozinhos, para que a própria criança faça a adaptação de sabores, aromas e texturas.

Além disso, também é importante que você consiga assimilar o consumo do alimento com algum probleminha que venha a acontecer, como uma alergia, diarreias, prisão de ventre, cólicas ou alguma sensibilidade alimentar.

Se você perceber qualquer reação desse tipo, evite repetir o prato na dieta do pequeno até levá-lo ao médico e ter certeza do que é, tudo bem?

Agora, confira algumas dicas incríveis e práticas para que todo esse processo de adaptação saia da melhor forma possível, e o seu pequeno cresça com bastante saúde!

1. Comece com as frutas

Frutas amassadas ou raspadas, como o mamão, a banana e a pera, são sempre boas opções para fazer essa introdução, pois são alimentos sólidos, doces e que não precisam da adição de açúcar.

Então, ofereça-as nos lanches da manhã ou da tarde, lembrando sempre de dar o tempo necessário para que a criança as possa assimilar.

2. Aproveite os alimentos de maior aceitação

Nos primeiros almoços da criança, o ideal é buscar também legumes mais doces e ricos em minerais, fibras e vitaminas, para auxiliar nesse processo de adaptação.

Nesse caso, a abóbora, a cenoura, a mandioquinha, a beterraba e a batata-doce podem ser cozidas no vapor ou em água potável, por exemplo, amassadas com um garfo e oferecidas separadamente.

Depois que o bebê já tiver um certo costume, outros legumes podem ser dados, como couve-flor, abobrinha, chuchu e cebola. Deixe o purê bem leve, sem adicionar sal. Vale ainda finalizar com uma colher de chá de azeite, para aumentar as propriedades nutricionais.

3. Faça mingaus

Existem vários tipos: de amido de milho, de farinha de milho, de arroz, de mandioca, de trigo ou até de outros cereais. Devem sempre ser feitos de acordo com a orientação de um nutricionista, mas, normalmente, são diluídos conforme a indicação do rótulo e servidos sem adicionar sal ou açúcar (mesmo que só um pouco).

Os mingaus são boas opções para alimentar a criança no período da noite, ou quando as temperaturas estão muito baixas, em dias frios — afinal, são um prato que, geralmente, é servido morno.

4. Tempere com especiarias e condimentos

Salsinha, coentro, sálvia, tomilho, cúrcuma, curry, cebolinha, alecrim, cominho, cravo, hortelã, canela, cardamomo — todos são ótimas exemplos de especiarias e condimentos que podem ser utilizados como tempero, para dar muito sabor aos purês e papinhas.

Além disso, a maioria deles possui propriedades nutricionais super benéficas ao organismo humano. E ainda são uma maneira de apurar o paladar do pequeno, evitando preconceitos alimentares futuros.

Nesse período dos 6 meses de idade, é imprescindível evitar a utilização do sal como tempero, pois ele contém muito sódio e pode ser prejudicial à saúde do bebê. Quanto a isso, é bom lembrar que o consumo necessário para crianças já é encontrado na composição natural dos alimentos.

5. Evidencie o sabor dos alimentos

Durante a alimentação do bebê, também é muito importante que ele consiga fazer a assimilação de cor, de sabor e, mais tarde, de textura. Por isso, ao preparar um prato, é essencial que você:

  • não deixe muitos legumes amassados e misturados;
  • evidencie um ingrediente específico nas papinhas para ter mais sabor;
  • possibilite que a criança perceba alguns pedacinhos no meio da comida amassada;
  • ofereça, por vezes, pedaços de carne cozida ou frutas maiores, como um gomo de laranja, e deixe o pequeno saborear do jeito dele — até para incentivar mesmo a mastigação com a gengiva.

Nesse último caso, contudo, fique atenta para que a criança não coloque tudo de uma vez na boca e acabe engasgando, combinado?

6. Ofereça uma variedade de produtos

É fundamental que você ofereça uma grande variedade de produtos para que todos os nutrientes necessários sejam ingeridos pela criança.

Nas papinhas, por exemplo, que podem ser dadas no almoço, utilize tubérculos (batata, mandioca, inhame); um fonte de proteína, como a chia, as aves e as carnes bovinas (que, inicialmente, devem ser refogadas, trituradas e introduzidas no restante do purê); leguminosas (lentilha e feijão); e legumes e verduras.

Enfim, a criança deve experimentar de tudo — e por várias vezes, já que é comum o pequeno repelir um determinado alimento logo depois de colocá-lo na boca. Essa, inclusive, é uma maneira de fazê-lo criar bons hábitos e garantir uma alimentação balanceada.

7. Evite os industrializados

Por fim, é claro que os famosos industrializados devem ficar de fora do cardápio de seu filho. Frituras, refrigerantes, salgadinhos e produtos cheios de açúcar, gordura, conservantes, sódio e corantes são capazes de desencadear vícios, e ainda causar várias doenças no futuro, como obesidade, diabetes e hipertensão.

É isso aí; agora você já sabe como a alimentação do bebê deve ser, e qual é seu o cardápio ideal.

Lembre-se sempre de que o seu pequeno precisa de nutrientes e vitaminas, por isso, quanto maior for o consumo de alimentos variados, maior será a probabilidade de ele crescer com muita qualidade de vida!

E aí, gostou do nosso post? Agora, aproveite para se aprofundar nos cuidados especiais que você deve ter com o seu filho, e confira também o que fazer para evitar as cólicas dos bebês!

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